CMB

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Segurança Amazônica: Soberania em Risco

O Colégio Militar de Brasília, teve a grata satisfação de receber no dia 07 de outubro de 2016, a honrosa presença do General Luiz Gonzaga Schroeder Lessa. O Clube de Estudos Ambientais - CEA, compareceu no Auditório Castelo Branco, para registrar a extraordinária palestra do sábio e venerável General. 

Palavras iniciais do Cel Comandante do CMB, Alexandre da Hora
Gaúcho de São Leopoldo, doutor em Arte e Ciência Militar pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e ex-chefe do Comando Militar da Amazônia, entre outros postos, o General de Exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, vem demonstrando muita preocupação com o crescente número de organizações não-governamentais atuantes na Região Amazônica. 
 
Gen Lessa
Dentro desse contexto, o tema da palestra foi:

SEGURANÇA AMAZÔNICA: SOBERANIA EM RISCO. 

O Gen deixou bem transparente, que não está advogando a ideia de uma floresta intocada. Para ele, o Brasil pode perfeitamente explorar de forma racional os recursos da maior mata tropical do planeta, contudo dentro de uma perspectiva que leve em consideração não apenas a dimensão da sustentabilidade econômica, mas igualmente a ecológica, social, espacial, territorial, política e cultural . 


Alguns recortes da palestra do General Lessa

I - "A imagem que estão vendendo a ideia de que a Floresta Amazônica está pegando fogo não é verdadeira. A estatística do Ibama é de que, tirando Pará e Rondônia, os outros quatro estados da Amazônia diminuíram o desmatamento. E ninguém fala disso."

http://aguagrande.com.br/public/noticia/index/id_noticia/316
  II - "Há hoje uma campanha internacional muito forte, com segundas intenções, em relação a essa região. A sociedade brasileira precisa acordar para isso. Recentemente, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, o francês Pascal Lamy, declarou que as florestas tropicais deveriam se tornar um bem público mundial. Essa é apenas mais uma dessas teses malucas que estão pior aí e que não interessam ao Brasil de Maneira alguma. Estamos na Amazônia há 380 anos e sempre preservamos a área (...) não se pode privar o povo brasileiro dos recursos da Amazônia, onde estão as maiores riquezas do pais, entre as quais a água, minerais nobres como o nióbio, ferro, manganês, ouro, cobre e alumínio, sem falar do petróleo e do gás natural, além do maior banco genético do planeta."


Pascal Lamy (http://fotospublicas.com/em-entrevista-pascal-lamy)


III - "Faço um alerta para a chamada invasão branca da Amazônia, que acontece sem armas, sem derramamento de sangue. Não existe hoje um só lugar naquela região que não tenha uma organização não governamental. Há ONGs que trabalham em benefício da população brasileira, mas a grande maioria tem interesses escusos. Geralmente são financiadas por poderosos grupos internacionais, que estão de olho nas nossas riquezas naturais. Não há nenhum órgão do governo que controle suas atividades. Elas estão atuando livremente. Ninguém sabe quantas há e o que fazem."

http://mercado.etc.br

IV - "No fundo, elas (ONGs) estão pesquisando a biodiversidade da área, e até a cultura nativa. Entrevistam índios, pajés, caciques, para descobrir como fazer um produto ativo. Pegam plantas e depois patenteiam. Além do tráfico de animais. Não é rara a prisão de ditos "cientistas" estrangeiros tentando sair do país com bichos da fauna brasileira."

V - "Tente entrar em Mamirauá, reserva florestal muito bem estruturada perto do Rio Tefé, no Amazonas. Lá está cheio de pesquisadores de fora, a título de intercâmbio. Mas o brasileiro comum não entra na área. Eu entrei porque estava fardado. Este é apenas um exemplo. As ONGs estão estabelecendo controle físico de várias áreas na Amazônia. Eu tenho relatos registrados, com fotografia, de que existem áreas até com bandeiras de países estrangeiros. Em alguns lugares, o índio fala outra língua, ensinada pelo missionário. No Alto Rio Negro há uma ONG que controla toda a região. As embarcações passam por postos de controle deles. Um absurdo." 
 
VI - "A culpa é do governo, da sociedade brasileira que se esquece da Amazônia, dos empresários que deixaram a região em segundo plano. Não se pode deixar que uma ONG atue na região com total liberdade de ação. Hoje, vocẽ não sabe quando chegam, quando saem, se estão legais ou ilegais. Não sabe de onde vêm os recursos deles. Eles têm rádios para se comunicar com suias sedes lá fora, têm campos de pouso próximos de suas instalações. Ninguém sabe nada, nem a Polícia Federal, nem Ministério da Justiça. O governo já comprometeu a criar uma secretaria para controlar e cadastrar essas ONGs. Mas até agora nada."

 
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Amazonia/

Considerações finais

A palestra do General Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, constitui para todos nós, sociedade e Estado, um alerta muito grave. A presença de Organizações Não Governamentais ilegais e clandestinas, na Região Amazônica tem colocado em risco a soberania nacional do Brasil.  Se o Estado continuar negligenciando essa magna questão, poderemos correr o risco de perder esse imprescindível território brasileiro. Não é de hoje, que o Brasil vem sendo cobiçado pelas potências que dominam e imperializam o mundo.

O alerta do Gen Lessa já foi dado. Esperemos contudo, que seu grito de alerta não seja sufocado pelos brados altissonoros da desídia de nossos administradores públicos e omissão dos cidadãos.

sábado, 15 de outubro de 2016

As frutas típicas do Bioma Cerrado

No dia 11 de outubro de 2016, o Clube de Estudos Ambientais patrocinou um evento cultural que teve como eixo pedagógico vertebrador, as frutas típicas do Bioma Cerrado. 
Algumas frutas nativas do Cerrado
( http://www.asbraer.org.br)

Bioma Cerrado
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente1, o Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul. Nesse bioma encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.

Bioma Cerrado com seus campos e florestas
 ( https://ecodatainforma.wordpress.com)
Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Sob a perspectiva da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias.
Algumas espécies de vertebrados do Cerrado
 ( http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia)
Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem dos seus recursos naturais. 
Um fato preocupante em relação ao Cerrado, é que inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que sofreu mais impactos ambientais negativos com a ocupação humana. Com a crescente pressão para  abertura de novas áreas, visando incrementar a produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região. Nas três últimas décadas, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente predatória de seu material lenhoso para a produção de carvão. 
Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, de todos os hotspots (regiões com grandes diversidades biológicas) mundiais, o Cerrado é o que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. O Bioma apresenta 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação; desse total, 2,85% são unidades de conservação de proteção integral e 5,36%  de unidades de conservação de uso sustentável, incluindo RPPNs (0,07%).

As frutas típicas do Bioma Cerrado 
Na contemporaneidade, a alimentação é caracterizada por um estilo de vida que promove alimentos fast food com baixa qualidade nutricional. A industrialização e a falta de tempo (características da sociedade atual) também favorecem a padronização de hábitos alimentares estejamos no Norte, Sul ou no Centro-Oeste do país.
Nesse sentido, a atividade teve como objetivo promover a reflexão sobre o quanto nossos hábitos alimentares são desassociados de itens regionais. Foi oferecido aos alunos itens alimentares com frutas típicas do Bioma Cerrado: pinha e castanha de baru in natura, picolés de mamacadela, araticum e cagaita além de doce de buriti.

Major Fraga e os alunos empreendendo uma atividade pedagógica
sobre algumas frutas típicas do Bioma Cerrado
Após a degustação foi verificado quais alunos conheciam esses alimentos e quais alunos haviam consumido qualquer dessas frutas nos últimos meses. Assim, foi possível constatar que, mesmo residindo em Brasília há mais de um ano, a minoria dos alunos conhecia esses alimentos e nenhum aluno havia consumido qualquer item no último ano.   
O consumo de itens regionais na alimentação, além de contribuir para a saúde, favorece o meio ambiente. A industrialização e a massificação dos hábitos alimentares exigem o transporte de alimentos a longas distâncias, grandes áreas de monoculturas e o sacrifício de animais. Já o hábito de consumir alimentos regionais diminui os gastos com combustíveis fósseis e com fertilizantes (e consequentemente a poluição) além de gerar renda para o pequeno produtor rural.  

Considerações finais
A atividade chamou a atenção dos alunos para a riqueza de sabores do Bioma Cerrado. Possibilitou, ainda, a reflexão sobre a necessidade de praticarmos hábitos alimentares mais saudáveis para nossa saúde e para o meio ambiente. 
Essa atividade foi uma continuidade do encontro anterior no qual foi debatido temas como: agrofloresta, cultura orgânica de alimentos, permacultura e introdução à Síndrome do colapso de colméias.
Importa destacar igualmente, que nesse encontro anterior foi exibido o documentário "NESTE CHÃO TUDO DÁ - Semeando conhecimentos e colhendo resultados"




Após a exibição desse documentário, formou-se uma mesa redonda com a finalidade de promover um reflexionamento sobre o extraordinário trabalho do pesquisador e agricultor Ernest Gotsch. Trabalho este, voltado para a  recuperação de solos degradados, por meio do sistema de agroflorestas.
A atividade didático pedagógica intitulada "As frutas típicas do Bioma Cerrado", conseguiu colimar os objetivos delineados por seus coordenadores. Todos os discentes presentes no evento foram sensibilizados, informados e conscientizados a respeito da importância substancial do Bioma Cerrado para a sustentabilidade ambiental não apenas do Brasil, mas de toda a América do Sul.



1 - http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado - acesso em 15/10/2016.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O CLUBE DE ESTUDOS AMBIENTAIS NO MUNDO

Estamos tornando visível o quadro estatístico que registra o quantitativo de países e pessoas que estão visitando o Blog do Clube de Estudos Ambientais do Colégio Militar de Brasília. 

Maj Fraga explicando sobre as estratégias de adaptação das plantas do cerrado
Esses dados sugerem que nosso trabalho pedagógico no campo da educação ambiental critico reflexiva e formativa, tem produzido resultados satisfatórios. Tais números, constituem para nós, professores coordenadores e alunos associados, que nossas atividades ambientais, tem concorrido significativamente para referenciar outras práticas educativas não apenas no Brasil, mas igualmente em vários quadrantes do mundo.

Aproveitamos o ensejo para agradecer aos companheiros de outros continentes, pela nímia bondade com que vem prestigiando nossas humildades atividades no Clube de Estudos Ambientais do Colégio Militar de Brasília. Tal fato, aumenta cada vez mais nossa responsabilidade no sentido de fomentar um trabalho educacional cada vez mais eficaz, efetivo e eficiente no âmbito da Educação Ambiental. 

Esperamos continuar parametrizando nossa tarefa educativo segundo o que determina a Constituição Federal (Capítulo VI - DO MEIO AMBIENTE - art. 225), Política Nacional de Educação Ambiental (Lei, 9.795, de 27 de abril de 1999) e Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis. Fora dessas referências legais e do idealismo que nutre nossa utopia de uma sociedade sustentável e sustentada, dificilmente conseguiremos materializar uma Educação Ambiental que afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica.


 Visualização de página por país (13/10/2016)
 
 
EntradaVisualizações de página (13/10/2016)
 
 
Brasil
4372
Estados Unidos
2041
Rússia
141
França
92
Portugal
89
Ucrânia
28
Alemanha
14
Suécia
10
China
8
México
6

terça-feira, 11 de outubro de 2016


ASPECTOS BIOECOLÓGICOS E AMBIENTAIS DA ERVA-DE-PASSARINHO 


No dia 11 de outubro de 2016, o Clube de Estudos Ambientais do Colégio Militar de Brasília desenvolveu uma atividade de campo no âmbito do jardim botânico do CMB, voltada para o estudo da planta erva-de passarinho.
                                    
Observando uma sibipiruna (Caesalpinia pluviosa) no parque arborícola do CMB
Conhecendo a parasita

A erva-de-passarinho recebeu este nome porque se espalha com a ajuda dos pássaros que se alimentam de suas frutas. É uma planta que pertence ao grupo das angiospermas. 
  

Fruto da erva-de-passarinho
Essa planta utiliza a seiva bruta presente no xilema do hospedeiro, com o objetivo de obter nutrientes necessários ao seu desenvolvimento e sobrevivência. Esta seiva fornece-lhes água e sais minerais, entretanto, não são completamente dependentes desse hospedeiro, pois realizam igualmente fotossíntese.

Erva-de-passarinho parasitando uma sibipiruna
 A distribuição desta fitoparasita em seus hospedeiros pode ser determinada por uma série de fatores. Entre eles, poder-se-ia citar a especificidade do hospedeiro, distancia entre os hospedeiros, condições ambientais, luminosidade, arquitetura da planta que lhe serve de suporte vital, comportamento alimentar e seleção do habitat do agente dispersor. 

A erva-de-passarinho desenvolve-se sobre galhos e troncos de arbustos, arvoretas e árvores de ruas, praças, jardins e pomares. Ocorre naturalmente, também, nas florestas nativas, porém em menor quantidade, possivelmente devido a presença de fontes alternativas de alimentação dos pássaros dispersores.


Semente de erva-de-passarinho germinando

Objetivo pedagógico da aula de campo

O objetivo dessa atividade de estudo foi estudar os aspectos bioecológicos da fito parasita erva-de-passarinho, bem como seus impactos ambientais no ecossistema do Colégio Militar de Brasília, assim como em toda arborização que compõem a área verde que ornamenta a zona urbana da cidade de Brasília e do DF.


Atividade de estudo e aprofundamento

Diante do que foi observado e do que foi explicado pelo professor Salomão, os alunos do CEA/CMB, terão que empreender uma pesquisa no sentido de aprofundar alguns conhecimentos acerca dessa hemiparasita.

Professor Salomão explicando porque a erva-de-passarinho não parasita certas espécies
 Metodologia de trabalho

Entretanto, antes de iniciar o processo de busca de informações a respeito da erva-de-passarinho, é fundamental que os alunos obedeçam a seguinte metodologia de trabalho:

  • 1º - Assistir o vídeo "Erva-de-passarinho - uma planta aproveitadora".



  • 2º - Os grupos aqui dispostos terão que empreender uma pesquisa e depois redigir um texto e publicar nos comentários dessa página. Não esquecer de registrar as fontes de consulta.


GRUPO A - BIOLOGIA DA ERVA-DE-PASSARINHO

    - Al 3390 Alexandria
    - Al 2570 Ana Gabriela
    - Al 3394 Bárbara de Sá
    

GRUPO B - ECOLOGIA DA ERVA-DE-PASSARINHO

    - Al 3433 Juliana Remédios 
    - Al 3440 Leandro Teixeira
    - Al 2025 Letícia Bandeira 
    

GRUPO C - PROPRIEDADES MEDICINAIS  DA ERVA-DE-PASSARINHO

    - Al 5371 Lucas França
    - Al 5270 Muniz
    - Al 6293 Pedro Lucas

    
GRUPO D - OS DANOS DA ERVA-DE-PASSARINHO NA ARBORIZAÇÃO URBANA

    - Al 6319 Thalles Leite 
    - Al 6547 Victória Pessôa
    - Al 6600 Yasmin Cunha 
    - Al 6303 Yohanna  

GRUPO E - MANEJO SUSTENTÁVEL DA ERVA- DE- PASSARINHO

    - Al 5278 Lucas Ambrósio
    - Al 5337 Gustavo Reis
    - Al 3306 Rayssa Loreen 
    - Al 4751 Vanessa Ribeiro 

  • 3º - Essa atividade deverá ser postada (espaço para comentários) nesta página até 20/10/2016. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

ENTREGA DE DIVISAS 
DO
 CLUBE DE ESTUDOS AMBIENTAIS - CEIA 



    O Clube de Estudos Ambientais (CEA) é uma iniciativa pedagógica do Colégio Militar de Brasília que visa promover o diálogo interdisciplinar entre os conteúdos curriculares - Língua Portuguesa, Matemática, Química, Física, Literatura, Biologia, Arte, História, Sociologia, Filosofia e Inglês/Espanhol -  e as Ciências Ambientais. O CEA também busca proporcionar aos discentes, um ambiente de aprendizagem destinado a desenvolver conhecimentos, habilidades e competências voltadas para a conservação e preservação do meio ambiente. Atualmente, integram o CEA 35 alunos em sua maioria do 1º ano do ensino médio.  


    No dia 23 de setembro de 2016, aconteceu no âmbito do Colégio Militar de Brasíla a solenidade de entrega de divisas do Clube de Estudos Ambientais. O Distintivo do CEA tem por finalidade incentivar os alunos à frequência nas atividades do Clube bem como ao rendimento em todas as disciplinas do CMB. Fazem jus ao distintivo do CEA alunos que alcançaram média igual / superior a 8,5 nas atividades do Clube além de média superior a 5,0 em todas as disciplinas curriculares no 2º trimestre do presente ano letivo.

Comandante da 1ª Cia, Ten Oliveira, condecorando o aluno Thales

    Foram agraciados com o Distintivo os seguintes alunos: 

    - Al 3390 Alexandria
    - Al 2570 Ana Gabriela
    - Al 3394 Bárbara de Sá
    - Al 5198 Daniel 
    - Al 5337 Gustavo Reis
    - Al 3433 Juliana Remédios 
    - Al 2285 Laino
    - Al 3440 Leandro Teixeira
    - Al 2025 Letícia Bandeira 
    - Al 5278 Lucas Ambrósio
    - Al 5371 Lucas França
    - Al 5270 Muniz
    - Al 6293 Pedro Lucas
    - Al 3306 Rayssa Loreen 
    - Al 6319 Thalles Leite 
    - Al 4751 Vanessa Ribeiro 
    - Al 6547 Victória Pessôa
    - Al 6600 Yasmin Cunha 
    - Al 6303 Yohanna 

    Convidamos o Sr Cel R1 Bandeira, Maj Ronnie (Cmt CA), Ten Oliveira (Cmt 1a Cia Al), os professores do CEA (Major Fraga, Ten Elton e Salomão) bem como os responsáveis pelos alunos presentes para procederem a entrega dos distintivos. 

Coordenadores do CEIA (Maj Fraga, Ten Elton e prof. Salomão) juntamente com os alunos agraciados com a divisa do Clube

    Sabemos que nosso trabalho pedagógico de Educação Ambiental, é uma gota no oceano dos inumeráveis problemas que afetam o meio ambiente natural e antrópico. Não obstante a constatação da nossa insignificância, reconhecemos que é muito recompensador formar cidadãos, futuros gestores e tomadores de decisão, dentro de uma perspectiva que visualiza meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade1





1 - Lei nº 9.795 de 25 de abril de 1999. Política Nacional de Educação Ambiental.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

1º Concurso Fotográfico da Avifauna do Clube de Estudos Ambientais (CEA) do CMB


Por determinação do Comando do Colégio Militar de Brasília (CMB) o Clube de Estudos Ambientais (CEIA) promoveu no período da segunda quinzena de Junho de 2016 o 1º Concurso Fotográfico da Avifauna do CMB. Esse trabalho pedagógico, objetivou primacialmente registrar espécies de pássaros silvestres que coabitam no ecossistema antrópico do Colégio. 
Foram capturadas 32 fotografias de aves nas instalações da nossa instituição de ensino. Desse universo fotográfico, 26 imagens foram selecionadas para a exposição pública. 



Alunos observando a exposição de fotografias da avifauna do CMB

Esse levantamento permitiu identificar a presença de 12 espécies de pássaros silvestres em árvores e outros espaços verdes do CMB. 

Alunos realizando a votação da melhor acerca da melhor fotografia
De acordo com a votação empreendida por toda a comunidade escolar - alunos, professores, monitores, servidores civis e demais militares - destacaram-se as fotografias dos seguintes alunos:


1º Lugar - Aluno Frutuoso, do 3º Ano/EM
fotografia de Sabiá-do-Campo
Sabiá-do Campo

2º Lugar - Aluna Alexandria, do 1º Ano/EM
fotografia de Canário-da Terra
Canário-da-Terra

3º Lugar - Aluna Ana Luisa, do 1º Ano/EM
fotografia de Casal de João-de-Barro
Casal de João-de-Barro


Da esquerda para direita, Ana Luisa, Frutuoso e Alexandria

terça-feira, 6 de setembro de 2016


A economia da favelização

Ninguém decide viver em favela por opção. A favelização é consequência direta da falta de planejamento público


GUSTAVO CERBASI



Cidades em crescimento invariavelmente convivem com o problema do surgimento das favelas. Quando essas cidades se mostram como oportunidade de uma vida melhor, muitas famílias migram para elas, mas o crescimento das oportunidades não é infinito e parte do fluxo migratório se vê obrigado a viver abaixo das condições mínimas de dignidade.
Ninguém decide viver em favela por opção. Esse movimento é resultado da falta de opções. Entretanto, a favelização é consequência direta da falta de planejamento público. Cidades em desenvolvimento deveriam aproveitar o crescimento na arrecadação e se antecipar ao fluxo migratório, ou então regular esse fluxo com ações de restrição.
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia
/industrializacao-urbanizacao.htm

Uma vez iniciado o processo de favelização, a reversão desse quadro passa a ser difícil. Famílias em situação de desemprego ou de subemprego informal têm nas favelas uma condição muito favorável a sua sobrevivência. A economia popular típica das comunidades, em que moradores em situação de baixa renda criam uma rede de comércio e serviços informais para sua subsistência, passa a ser o único consumo viável.
Essa economia se caracteriza por oferecer poucas expectativas a quem trabalha e pela informalidade (não pagamento de impostos), que resulta em produtos e serviços de preço muito mais baixo que nos negócios que seguem a economia de mercado. Nessa troca, em que pequenos comerciantes conseguem seu sustento enquanto cooperam com os vizinhos, cresce o conceito de comunidade. A favela adquire força e se consolida diante da ausência do Estado – ausência que se intensifica pela falta de interesse decorrente da falta de arrecadação de impostos.
Cria-se um ciclo de fortalecimento da favelização. Em um país de riquezas e oportunidades mal distribuídas, o Estado arrecada menos, as favelas se formam rapidamente e se fortalecem à margem do Estado. O sentimento de cooperação comunitária passa a ser solo fértil para atividades não regulamentadas ou até ilícitas, justificadas pelo bem econômico supostamente feito a quem não é atendido pelo Estado.
Programas sociais bancados pelos recursos públicos são então criados na tentativa de romper a omissão ou o atraso nas ações governamentais. Mas há sempre o risco de grande parte dos recursos dos programas sociais fortalecer principalmente a economia informal, sem trazer luz alguma no fim do túnel. Quando a comunidade é explorada com fins eleitoreiros por governos populistas, está sacramentada a economia da favelização. Vários interesses confluem para que o ciclo da pobreza nunca se rompa.
Mudanças são possíveis, mas é preciso distribuir melhor as oportunidades que proporcionam ganhos reais. Isso dá trabalho e dilui votos de populistas. Leva décadas. Quem assumirá as rédeas?

Fonte: (http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/gustavo-cerbasi/noticia/2016/09/economia-da-favelizacao.html - acesso em 06/09/2016)